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Como identificar a dependência

OMS utiliza alguns critérios para identificar se há ou não dependência quanto ao uso da substância. Vejamos a seguir os critérios utilizados para identificação de dependência às drogas:

Diagnóstico da dependência, conforme a CID -10

De conformidade com a Classificação Internacional das Doenças, em sua 10º versão CID-10, no capítulo relativo aos Transtornos Mentais e de Comportamento Relacionado ao Uso de Substâncias, dependência definida como "Um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo que outros comportamentos que antes tinham maior valor".
Uma característica fundamental da dependência é o desejo, freqüentemente forte, algumas vezes irresistível, de consumir uma substância , as quais podem ou não ter sido prescrita por um médico,por ex. álcool ou tabaco. Pode haver evidência que o retorno ao uso da substância após um período de abstinência leva a um reaparecimento mais rápido de outros aspectos da síndrome do que o que ocorre com indivíduos não dependentes. No caso de dependência do álcool deve-se evidentemente aplicar estes critérios de diagnóstico da CID - 10.
Um diagnóstico definitivo de dependência deve usualmente ser feito somente se três ou mais dos seguintes requisitos tenham sido experenciados ou exibidos em algum momento durante o ano anterior:

a) Um forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substância;

b) Dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância em termos de seu início, término ou níveis de consumo;

c) Um estado de abstinência fisiológico quanto o uso da substância cessou ou foi reduzido, como evidenciado por: a síndrome de abstinência característica para a substância ou uso da mesma substância (ou de uma intimamente relacionada) com a intenção de aliviar ou evitar sintomas de abstinência;

d) Evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas (exemplos claros disto são encontrados em indivíduos dependentes de álcool e opiáceos, que podem tomar doses diárias suficientes para incapacitar ou matar usuários não tolerantes);

e) Abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa, aumento da quantidade de tempo necessária para obter ou tomar a substância ou para se recuperar de seus efeitos:

f) Persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de conseqüências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por consumo excessivo de bebidas alcoólicas, estados de humor depressivos conseqüentes a períodos de consumo excessivo da substância ou comprometimento do funcionamento cognitivo relacionado à droga; deve-se fazer esforços para determinar se o usuário estava realmente (ou se poderia esperar que estivesse) consciente da natureza e extensão do dano.
O estreitamente do repertório pessoal que corresponde a padrões de uso de substância psicoativa, conforme havíamos comentado anteriormente, também tem sido descrito como um aspecto característico (p. ex. uma tendência a tomar bebidas alcoólicas da mesma forma em dias úteis e fins de semana, a despeito de restrições sociais que determinam o comportamento adequado de beber).
A CID-10 ainda nos informa que uma característica essencial da síndrome de dependência é que tanto a ingestão de substância psicoativa quanto o desejo de ingeri-la devem estar presentes; a consciência subjetiva da compulsão a usar drogas é mais comumente observada durante tentativas de parar ou controlar o uso da substância. Esta exigência diagnóstica excluiria, por exemplo, pacientes cirúrgicos tomando drogas opióides para alívio de dor, que podem mostrar sinais de um estado de abstinência opióide quando as drogas não são administradas, mas que não têm desejo de continuar consumindo as drogas.
A síndrome de dependência pode estar presente para uma substância específica (p. ex. tabaco ou diazepam), para uma classe de substâncias (p. ex. drogas opióides) ou para uma gama mais variada de diferentes substâncias (como para aqueles indivíduos que regularmente sentem compulsão a usar quais quer drogas disponíveis e que mostram angústia, agitação e / ou sinais físicos de um estado de abstinência cessado o uso da droga).

Consumo de álcool começa aos 11 anos

Pesquisa divulgada ontem revelou que 37% dos jovens em tratamento por uso abusivo de álcool no Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) começaram a beber entre os 11 e 13 anos. E que metade dos 512 pacientes entre 12 e 17 anos atendidos lá têm pais ou parentes próximos com problemas relacionados ao consumo de álcool. O psicólogo Wagner Abril Souto, autor da pesquisa e coordenador do Programa de Adolescentes do Cratod, diz que, apesar de, na amostra, o número de meninos ser maior que o de meninas, não há diferença entre a quantidade de álcool consumida. Segundo ele, quanto mais cedo o contato com o álcool, maiores os problemas causados e maior a chance de dependência. "Jovens que bebem podem ter prejuízos na formação da personalidade." O psicólogo explica um dos riscos: "O jovem pode usar o álcool para resolver problemas emocionais típicos da adolescência." Outros problemas são: baixo rendimento escolar, maior suscetibilidade à transtornos psiquiátricos (como ansiedade e depressão) e, como revelou pesquisa da Universidade de Washington, nos EUA, maior dificuldade na tomada de decisões na vida adulta. Outro dado preocupante revelado pela pesquisa é a influência de parentes no consumo de álcool entre os mais novos. A presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), Analice Gigliotti, explica que isso se dá de duas formas: hereditariedade e pelo exemplo dado em casa. A psiquiatra, que é coordenadora do Setor de Dependência Química do Serviço de Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, explica que a tolerância ao álcool pode passar de pais a filhos. "Isso pode passar hereditariamente", diz. Ou por meio do comportamento. Ela cita a frase "dar o exemplo não é a melhor maneira de educar, é a única" para dar a dimensão do poder dos pais de influenciar os jovens. O outro problema apontado por ela é a facilidade com que um jovem tem contato com bebidas alcoólicas. "Nossa sociedade é muito permissiva."

Banir fumo reduz internação por infarto, aponta estudo

Levantamento feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia usou resultado de estudos feitos em cinco países O banimento do fumo em ambientes fechados reduz o número de internamentos por infarto em até 17% no período de um ano após a criação da lei. A conclusão é de um levantamento feito na Universidade da Califórnia, na qual dois pesquisadores, James Lightwood e Stanton Glantz, revisaram 13 estudos feitos em cidades dos EUA, do Canadá e da Europa, num total de cinco países. As restrições ao fumo alvos do levantamento são similares à adotada pelo Estado de São Paulo há cerca de dois meses. A revisão saiu neste mês na revista científica "Circulation", publicada pela Associação Americana de Cardiologia. Três anos depois da adoção de uma lei que veta o fumo em ambientes fechados, as internações por ataques do coração sofrem uma queda de 36%, de acordo com a pesquisa. Revisão de estudos é quando o pesquisador cria um método a fim de comparar pesquisas de diferentes instituições, feitas com metodologias distintas. Os estudos comparados são de lugares tão díspares quanto Nova York e o Piemonte, na Itália, ou Pueblo, no Colorado. "Esse estudo acrescenta ao que já se sabia evidências fortes de que o fumo passivo causa ataques do coração e aprovar leis com ambientes 100% livres de fumo é algo que podemos fazer para proteger o público", diz Lightwood, professor de medicina na Universidade da Califórnia em San Francisco. Estudos isolados apontavam tendências díspares para o banimento do fumo -ora havia queda acentuada de mortes, ora havia uma redução desprezível, que tendia a zero. O levantamento da Universidade da Califórnia é o primeiro a apontar uma tendência consistente de queda dos casos de ataque do coração. Menos mortes A cardiologista Jaqueline Scholz Issa, diretora do programa de tratamento de tabagismo do Incor do Hospital das Clínicas, diz que há dois movimentos quando se veta o fumo em ambientes fechados: os não fumantes deixam de respirar fumaça e os fumantes diminuem o consumo. A redução dos ataques do coração está ligada ao que ela classifica como "uma redução brutal" de monóxido de carbonos em bares, restaurantes e locais de trabalho. Sem o veto ao fumo, um ambiente pode ter 17 partes por milhão de monóxido de carbono. Com a proibição, cai para três ou quatro partes. O monóxido de carbono afeta a função endotelial, que serve para preservar a saúde dos vasos que irrigam o coração. Quem fica meia hora ao lado de um fumante precisa de 12 horas para restaurar a função, segundo Issa. Para a cardiologista, a criação de ambientes livres de fumo reduz as mortes em índices que variam de 10% a 30%. O infarto agudo do miocárdio é a principal causa de morte no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria da Saúde do Estado. Em 2007, o último dado disponível, 18.512 morreram por essa causa, de acordo com o órgão. Se os índices americanos fossem válidos para São Paulo, isso significa que o número de mortes por essa causa pode cair 3.147 entre agosto deste ano, quando a lei passou a vigorar, e agosto de 2010. Em três anos, a queda de mortalidade pode chegar a 5.554.

Quem é Ruy Palhano?

Maranhense, natural de Caxias, nasceu em 30 de junho de 1950, casado com Rita Bacelar Palhano, pai de Pilar, Bruno e Ludmila Bacellar Palhano.

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Maranhão, especialisou-se em Psiquiatria pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro-UERJ e pela Associação Brasileira de Psiquiatria- ABP/Associação Médica Brasileira-AMB, especialista em Dependência Química pela Universidade Federal de São Paulo-UNIFESP e especialista em Saúde Mental pela Universidade Federal do Maranhão-UFMA. Atualmente é mestrando em Ciências da Saúde e Professor de Psiquiatria do Curso de Medicina da mesma Universidade, é também Professor do Internato de Psiquiatria do Curso de Medicina do Centro de Ensino Universitário do Maranhão- UNICEUMA.

Desde 1980 desenvolve estudos e trabalhos na área de Dependência Química. Foi fundador do Conselho Estadual sobre Drogas em 1986, criou e coordenou o Programa sobre Drogas do Estado do Maranhão denominado de Sistema Interinstitucional de Ações Antidrogas - SIAAD no período de 2005-2007, participou como Conselheiro Titular do Conselho Nacional Antidrogas-CONAD, representadno os 27 estados brasileiros, no período de 2005-2006, fundou mais de 40 Conselhos Municipais sobre drogas no Estado do Maranhão. Foi também vistante internacional a convite de dois paises, EUA e Cuba em 2002 e 2003, com o objetivo de discutir e trocar informações sobre Políticas Públicas sobre o problema das drogas em ambos os países.

Proferiu até outubro de 2006 mais de 1000 palestras sobre drogas, além de ter participado de dezenas de trabalhos na formulação de Políticas Públicas nesta área. É autor de três livros que aborda diiversos temas relativos à quetão do uso de drogas e outros dois já concluídos à serem publicados. Atualmente é Diretor Médico do Instituto do Comportamento, é membro Titular do Conselho Regional de Medicina-CRM-(terceiro mandato), Presidente da Academia Maranhense de Medicina-AMM (segundo mandato) e membro efetivo da Associação Brasileira de Psiquiatria-ABP.

Instituto Ruy Palhano

O Instituto do Comportamento Ruy Palhano nasceu com a proposta de oferecer a São Luís e ao Estado do Maranhão o tratamento e reabilitação de pacientes portadores de transtornos relacionados ao consumo de substâncias (álcool, tabaco e outras drogas).

Há 15 anos iniciamos essa atividade com a proposta de inovar e criar um sistema de atendimento que possa acolher, tratar e reabilitar usuários e dependentes de drogas.

No curso da sua história foi-se observando a necessidade de atender pacientes portadores de outros transtornos psquiátricos com vista ao aperfeiçoamento e melhoramento da assistência no estado.

O instituto é composto por uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e auxiliares de enfermagem. Todo trabalho é desenvolvido em bloco com ênfase na recuperação e reinserção social.

Serviços
O Instituto do Comportamento Ruy Palhano dispõe dos seguintes serviços:

- Eletroencefalografia Digital
- Mapeamento Cerebral
- Estimulação Magnética Transcraniana por Repetiação-EMTr
- Polissonografia (em implantação)
- Detecção Toxilógica de Drogas através do exame de urina.
- Serviços que funcionam diuturnamente com a equipe multidisciplinar. Além das atividades médico-assistenciais.

Programas
O Instituto do Comportamento Ruy Palhano dispõe de um programa designado de Bem com a Vida onde são publicados livros, artigos, são proferidas conferências, palestras, cursos em escolas, universidades e comunidades tratando dos temas relacionados a psquiatria, ao comportamento e ao abuso e dependência de drogas.

Estrutura
O Instituto do Comportamento Ruy Palhano dispõe de uma Biblioteca a qual deverá ser utilizada pelos usuários com diversidade de mil títulos sobre diferentes temas e de um centro de estudos denominado Centro de Estudos Cláudio de Pádua Macieira.

A proposta é que de 2009 em diante este centro de estudo promova uma atividade acadêmica-científica tais como palestras, cursos, oficinas, seminários, abordando temas relativos a psiquiatria e ciências afins pelo menos de 15 em 15 dias no auditório da comunidade.


O Instituto dispõe de uma atividade científico-pedagógica onde excede de estágios curriculares de diversas faculdades.